quarta-feira, 26 de junho de 2013

Nem tudo na vida é falta de fé ou excesso de cafeína


Deus, acho que nós falhamos. Perdi a fé, me excedi no café e escrevo quando tenho vontade. Escrevo não sei porquê e nem pra quem. Eu só escrevo. A fé eu deixei cair pelo caminho. Meu café é amargo. Minha escrita é ruim.

Deus, nós nos equivocamos um pouco. O combinado era amar, não era? Estou amando. Meu amor é doce. E eu só amo. Não, não sou puro. Tem dessas ainda? Meu amor é razoável.

Deus, creio que nos ausentamos demais. Deixei gente pelo caminho. Perdi carinho. Pedi carinho. Estou levando a saudade, que é meio amarga, tipo o meu café. Tem também a nostalgia, outro erro nosso.

Deus, devíamos nos perdoar. Perdão pelo café amargo, pela escrita ruim, pela doçura do amor, pela ausência e pela nostalgia. 

Perdoa.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

¡Utopia!

Verás que um filho teu não foge a luta.
Filhos, filhos da puta.
Passa o isqueiro e a gasolina.
Fogo no pavio.
Aqui só nossa mãe é gentil.

Hey, Che!
Foda-se você, a tevê e a Coca-Cola dessa tua Cuba Libre.
Hey, prefeito! 
Foda-se você e essa tua família.
Hey, homem de farda!
Se pusermos minha ideologia contra essa tua arma,
qual das duas mata?

domingo, 9 de junho de 2013

isso aqui nem tem seu nome.

Um dia eu volto pra te buscar e a gente tenta ser feliz. Você abandona seus vícios, eu esqueço meus fracassos e assim iremos. Não sei pra onde e nem porquê. Mas vamos. Você topa? Deixe de lado as mágoas, isso só vai afetar seu coração e machucar seu fígado, por causa dessas noites de bebedeiras. Apaga esse cigarro porque a fumaça me impede de ver seus olhos. Tá, eu errei, porra! Falei demais, fui displicente demais. Mas esquece, esquece, esquece. Isso. Não durmo direito há dias. Você meio que se tornou um engasgo sentimental pra mim. Eu já disse que errei, errei mesmo. Ok, um dia eu volto.
E te busco.
E a gente tenta.
Ser.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

É?

Escrevendo como se fosse morrer amanhã,
soterrando 
minha 
falta 
de 
fé.

Morrerei amanhã,
não
tenho
asas.
irei
a
pé.

domingo, 2 de junho de 2013

Hey!

Hey amor, perdoa.
Os dramas, os medos, as lágrimas e a incerteza.
Hey, meu bem, me faça.
Realista, corajoso, feliz e forte.
Hey querida, seja.
Só seja.

O resto,
seremos.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Boa parte de mim foi embora.

Dos "Eu te amo" que me dissestes, quantos respondi? Pois bem, não me lembro. O amor por você sempre me foi evidente, mas nunca soube expressá-lo. Quando me dizias que meu futuro seria belo, nunca desacreditei. Mas na verdade nada tem sido belo sem sua presença. Seu rádio velho já não está ligado junto com a TV, e tu não debates milhares de assuntos aleatórios comigo. Suas piadas e bordões se calaram. Seus cigarros sequenciais já não são mais acessos.

Quatro de setembro de dois mil e doze. Meu coração desabou como as torres gêmeas. Não chorei em meio ao caos. Quando criança sempre fostes o meu consolo, então fui forte. Fui homem quando quis ser menino. Quis culpar o mundo, as circunstâncias, sua angústia, meu distanciamento. Engoli em seco a dor e a chorei em madrugadas de insônia, num pranto silencioso para que ondes queres que estejas, não pudesses me ouvir.

Hoje sou saudade. Saudade que me aflige e aperta o peito. Hoje sou amor reprimido que nunca poderá ser entregue. Hoje sou memórias doces. Hoje sou o desejo de te homenagear sendo quem querias que eu fosse. Meu muito obrigado, tio.

"Naquela mesa ta faltando ele, 
e a saudade dele ta doendo em mim."

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Pois bem, desconsidere

O ar é condicionado
assim como todos os
seus pensamentos para
servir e não ter vontade
própria.

Seu desejo por anarquia
não vai lhe sustentar no
fim do mês, então poderás
substituí-lo pela gratidão
em ter uma renda fixa.

Podes estar sendo obrigado
a entrar no jogo, só não amenize
sua revolta. Um dia ela lhe
será útil e poderás por fogo
em um banco e encontrar sua
tão desejada "paz".